Não sei o endereço do devedor, e agora?

não sei o endereço do devedor

Um grande problema e que afeta inúmeras ações judiciais é a dificuldade em localizar o devedor de alimentos, situação que culmina com um elevado prejuízo temporal, além de inúmeras pesquisas, que são pagas (exceto para quem for beneficiário da justiça gratuita), e geram um custo elevado.

Outrossim, como em qualquer processo judicial é obrigatório a citação da outra parte, até que tal formalidade legal ocorra os atos processuais não são realizados, salvo algumas exceções pontuais em casos específicos com pedidos de urgência.

Desse modo, é sempre essencial que a parte interessada ao propor ação informe ao advogado ou defensor público os endereços residenciais, comerciais, de familiares, números de telefones e qualquer outra informação que possa ser útil para localização do devedor de alimentos, possibilitando que o oficial de justiça ou os correios localizem o devedor.

Porém, como nem sempre isso ocorra, quando há resultado negativo na localização em determinado endereço, em decorrência de pleito judicial, o Juiz pode realizar pesquisas junto ao Banco Central, empresas de Telefonia, Detran, Cartórios Eleitorais e outros órgãos, e solicitar que novas diligências sejam realizadas nos endereços encontrados.

Contudo, ainda assim, em razão dos mais diversos motivos, o devedor pode não ser localizado nos declinados endereço, por conseguinte, dependendo do processo, poderá ocorrer a citação por edital ou hora certa, com base no caso concreto e regra processual que incidirá.

Portanto, ainda que exista prejuízo temporal, e muitas vezes gastos financeiros elevados para concretização de pesquisas cadastrais e diligências, o Estado dispõe de mecanismo capaz de localizar grande parte dos devedores.

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(Via-PA). Olá. Escreva de forma resumida sua dúvida para que possamos analisar o quanto antes. Relembramos que questões como, qual valor da pensão, quanto vou receber entre outras, são analisadas sempre mediante a realização da consulta profissional e, quando não há acordo, é sempre o juiz quem decide valores dos alimentos.